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Porquê a física quântica melhorou a minha produtividade.

 

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No mundo macro, repleto de planetas, estrelas, galáxias, tudo segue uma ordem decodificada por Sir Isaac Newton.

No século XX paramos de olhar para o alto e começamos a olhar pra dentro. Do que será que as coisas são feitas?

Descobriu-se, então, que as coisas são feitas de átomos, que são feitos de elétrons, nêutrons e prótons. E cada uma dessas micro partículas são feitas de partículas ainda menores, os quantuns.

Mas os cientistas queriam mais. E não pararam até descobrirem que os quantuns são, na verdade, minúsculas partículas de energia.

Energia.

Em última instância é disso que somos feitos.

A partir daqui quero contar como esse fato me ajudou a gerenciar melhor a minha produtividade.

É claro que o acúmulo de conhecimento ou uma boa gestão do tempo são fundamentais para uma vida produtiva, mas quero destacar o que para mim é o grande segredo da produtividade. Se você fizer apenas essa coisa bem feita, garanto que vai sentir uma diferença brutal na sua vida.

Meu ponto é: cultivar um bom nível de energia é o que existe de mais importante para a sua produtividade.

O que tira a sua energia.

Temos uma ideia errada a respeito do que é produtividade. As pessoas acham que produtividade é a capacidade de preencher o dia com diversos tipos de atividades. Quanto mais atividades, mais produtivo.

Costumamos misturar atividades de diferentes níveis de importância como ler e-mails, pequenas reuniões e checagens regulares das redes sociais com brainstorms ou momentos para resolução de problemas complexos.

Qualquer atividade, por menor, mais insignificante que pareça, faz a sua barrinha de energia baixar.

Veja o que diz o escritor e conferencista Todd Henry (Assista também a sua palestra no TED) no livro “Quando ser brilhante quando mais importa”:

“Temos a tendência de dividir a nossa vida em compartimentos, costumamos usar termos como “vida profissional” e “vida pessoal” como se a gente pudesse assumir outra identidade enquanto transitamos entre elas. Cada área de nossa vida é interligada, portanto é impossível realizar uma tarefa numa esfera sem que isso não afete a outra esfera. A energia que concentramos no trabalho não pode ser igualmente concentrada num projeto pessoal, pois a energia é um bem finito.”

Parece óbvio mas a gente esquece que ter disponibilidade de tempo não significa ter a mesma disponibilidade de energia.

Olha o que o Todd diz nessa outra parte:

“Quando, inconscientemente, acumulamos atividades não relacionadas numa semana onde supostamente precisaríamos ter ideias boas para um importante projeto do trabalho, tal comportamento drena a nossa energia e fragmenta o nosso foco. Isso vale para compromissos pessoais também. A gente acaba perdendo insights críticos que nos levaria a chegar à ideias brilhantes apenas porque estamos operando abaixo da nossa capacidade máxima”.

Percebi que isso era verdade na minha própria vida, pois sempre achei que quanto mais fazia, mais lia, mais estudava, mais pesquisava e em mais coisa me metia, mais combustível criativo acumularia. Na prática isso não se provou verdadeiro pois, no final, esse grande volume de atividades drenava completamente a minha energia, principalmente nos momentos onde eu mais precisava dela.

O que acontece é que cada coisa que você realiza exige mais de você do que apenas o seu tempo.

A dica prática é essa: quando estiver num projeto importante no trabalho, desacelere com os compromissos ou projetos pessoais. Se tiver num momento importante na vida pessoal, tente de alguma forma não se afogar no trabalho.

A zona de maior produtividade.

Quem já teve a oportunidade de acompanhar o processo do cultivo de vinhas sabe o quanto a poda vinífera é fundamental para a parreira produzir seus melhores frutos. Só que não é uma poda comum. A poda nos vinhedos acontece tirando todo fruto novo que brota pelos galhos.

O que parece ser algo totalmente contra intuitivo acontece para que todos os nutrientes se concentrem nos galhos antigos garantindo que esses sejam capazes de produzir as melhores uvas. Se a parreira toda produz cachos por todos os lados o resultado são uvas ruins, com pouco açúcar para produção de vinhos.

Na nossa vida produtiva o princípio é o mesmo.

O segredo para uma vida produtiva é podar aquilo que vai prejudicar as suas prioridades, mesmo que essas coisas “extras” despertem o seu interesse.

Esqueça a cafeína e o redbull. Os seus momentos de maior produtividade são aqueles onde você consegue preservar a sua energia e escolher onde deve gastá-la.

 

 

 

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